segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O ORIXÁ TEMPO

  • Tempo dá,Tempo tiraTempo passaE a folha vira.”(Dito popular)

    Em todas as casas de Candomblé da Bahia existe uma grande árvore envolta por um pano branco (alá). Essa árvore, Iroko ou Gameleira Branca, é fundamental. Nela, o orixá Tempo é assentado, reverenciado e recebe as oferendas dos seus filhos e seguidores. Em sua copa sagrada habitam as Iyami Mossoronga, feiticeiras de grande poder ,capazes de mudar o destino dos homens. Tempo exige dádivas em troca de suas benfeituras.
    Sendo o mais antigo dos Orixás, suas vestes são de palha demonstrando assim que é anterior a descoberta dos metais.
    A religião africana cultua a ancestralidade. O entendimento é que cada família tem a sua energia espiritual que é transmitida através das gerações aos seus membros, como um DNA espiritual. As pessoas manifestam essa energia que é parte da individualidade, através das suas diversas expressões na vida. Sempre que necessário, Tempo é convocado para manifestar essa energia contida desde o início dos tempos, dando
    ao ser humano a possibilidade de se conscientizar de que essa força lhe pertence e que pode e deve ser usada. Mas para isso, muitas vezes é preciso tempo para se ter acesso a esse conhecimento. Só Tempo dá o amadurecimento .
    Tempo é a primeira dádiva do universo aos homens. Tempo existe antes do verbo. Tempo a tudo assistiu e a tudo assistirá. Tempo a tudo resistiu e a tudo resistirá.
    Dono das estações, do clima e das combinações entre os cinco elementos, Tempo exerce uma grande influência na saúde dos
    homens. É o guardião da verdadeira magia, aquele que ensina os segredos de permanência e impermanencia, nos levando a entender porque nascemos, vivemos e morremos.
    Para ele,as pessoas cantam:
    “E tempo Zará… e Tempo Zará Tempo ô!
    E Tempo para trabalhar…
    E tempo Zará… e Tempo Zará Tempo ô!
    E tempo para comer…
    E tempo Zará… e tempo Zará Tempo ô!
    E tempo para beber…
    E tempo Zará… e Tempo Zará Tempo ô!
    E Tempo para viver…”
    (Domínio Público)
    Tempo é o ínicio.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Quaresma eo Candomblé

 Período de 40 dias entre o carnaval e a páscoa.
Inicia na quarta-feira de cinzas e só termina no domingo de páscoa.
Tem como premissas, jejum de carne na “sexta-feira santa”, bem como resguardados e orações.
A Quaresma são os dias em que nossos irmão católicos relembram a prisão, condenação, humilhação, tortura, crucificação e morte de Jesus Cristo.
Os católicos estão certos em seguirem a liturgia da igreja.
Alguns candomblecistas também seguem a tradição católica, cobrindo os ibás, não tocando candomblé nesta época.
Lembrando que esta época não tem data ou inicio fixo no calendário, pois é dia marcado pelo calendário gregoriano, que foi criado no século XIII pelo Papa Gregório, para substituir o calendário Juliano criado pelo Imperador Romano Júlio Cézar no ano 46 a.C.
Percebe-se que são calendários criados pelos católicos, nada tendo a ver com nossos preceitos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As Qualidades de Xangô


                         As qualidades de Xangô são estas:

  • Ayrà - Pouco se sabe sobre ele , mais ele forte qualidade de Xango, seu culto e separado.Pois foi o Xangô que se revoltou contra Oxalá,que após desse revolta ,passou a usar branco por baixo, a roupa normal, de Xango por cima. Os filhos de Ayrà , sao independentes,objetivos em suas decisões , gostam de liderar e sao muito astutos, mas , por outro lado, nao suportam serem contrariados, e sao muitos explosivos.
  • Afonjá - Afonjá, o Balé (governante)da cidade de Ilorin. Afonjá era também Are-Ona-Kaka-n-fo, quer dizer líder do exército do império. Segundo a história de Oió, no início do século dezenove, Oió era governada pelo rei Aolé, ele possuía aliados que eram espécies de Generais, que lhe davam todo o tipo de apoio mantendo assim o podes absoluto sobre o Reino Iorubá e os reinos anexados. Mas um dia um desses generais resolveu se rebelar contra Oió e se unir com os inimigos, esse general se chamava Afonjá que era conhecido como Kakanfo de Ilorin. Declarou-se independente de Oió. Com isso o Rei de Oió Aolé se envenenou para não ver o desmembramento do Império. Afonjá traíu o Império Iorubá, mas quando os rebeldes assumiram o poder Afonjá foi decaptado pelo seu novo aliado. Este alegou que se um homem traíu seu antigo rei ele voltaria a trair tantos outros.
  • Obá Kosso - Título que Xangô recebe ao fundar a cidade de Kossô nos arredores de Oió, tornando-se seu Rei. Título dado também a Aganju, irmão gêmeo de Xangô quando de sua chegada em Oió foi aclamado como o Rei Não se Enforcou, Obá Kô Sô.
  • Obá Lubê - Título de Xangô que faz referência a todo o seu poder e riqueza, pode ser traduzido como Senhor Abastado.
  • Obá Irù ou Barù - Título dado a Xangô logo após chegar ao apogeu do império, quando cria o culto de Egungun, é aclamado como a forma humana do Deus primordial Jakutá sobre a terra,senhor dos raios, tempestades, do Sol e do fogo em todas as suas formas. Ele acaba por destroir a capital do Reino numa crise de cólera e depois arrependido, se suicida , adentrando na terra.
  • Obá Ajakà - Também intitulado Bayaniym," O pai me escolheu ", que faz referência a ele por ser o filho mais velho de Oraniã, e ter por direito que assumir o trono, irmão mais velho de Xangô.
  • Obá Aganjù - Aganju representa tudo que é explosivo, que não tem controle, ele é a personificação dos Vulcões.
  • Obá Orungã - Filho de Aganju Solá e Iemanjá, Orungan é dono da atmosfera é o ar que respiramos, dono da camada que protege a Terra. Ver mais abaixo.
  • Obá Ogodô - Muito falado também, é apenas o que se diz sobre Xangô, pois, Ogodô é o verbo bocejar. Então, quando está trovejando, o que se diz é que Xangô está bocejando. Dai Xangô Ogodô, é apenas um título de Xangô.
  • Jakutà ou Djakutà - Jakutá, é a representação da justiça e da ira de Olorun, míticamente Xangô foi iniciado para este Orixá sendo considerado como a forma divina primordial do mesmo. Ele foi enviado em sua forma divina por Olorun para estabelecer a ordem e submeter Oduduá e Oxalá aos planos da criação durante um momento de conflito entre as divindades. É o próprio Xangô.
  • Obá Arainã - Oroinã e Oraniã - Personificação do fogo, o magma do centro da terra é o pai de Xangô e de Aganju em sua forma humana.
  • Olookê - Orixá dono das montanha, em algumas lendas é um dos filho de Oraniã, foi casado com Yemanjá.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


  • AluvaiáBombo NjilaPambu Njila, Nzila, Bombogira, Mujilo, Mavambo, Vangira, Njila, Maviletanga : - Intermediário entre os seres humanos e o outros Nkisis (cf. Exú Orixá). Na sua manifestação feminina, é chamada de Pombagira por algumas casas, muitas aceitam o uso desse nome.
Qualidades: tranca-rua, tata caveira, tiriri, marabô, arranca-toco, mirim, mais lembrem se da postagem aterior referente a isso!!
  • NkosiRoxo Mukumbe, Panzuá, Xauê, tawan: - Nkisi de guerra e Senhor das estradas de terra. MocumbeBiolêBuré XoroquêRompe MatoMegêNaruê qualidades ou caminhos desse Nkisi.
  • NgunzuTeleku-mpensu: - Engloba as energias dos caçadores de animais, pastores, criadores de gado e daqueles que vivem embrenhados nas profundezas das matas, dominando as partes onde o sol não penetra.
  • Kabila : - O caçador pastor. O que cuida dos rebanhos da floresta.
  • MutalambôLembaranguange: - Caçador, vive em florestas e montanhas, Nkisi de comida abundante.
  • Gongobira, Gongofila, Congobira, Mukongo Mbila, ou Gongobila: - Caçador jovem e pescador.
  • Nzazi, Zaze, Loango, Barangange : - São o próprio raio, entrega justiça aos seres humanos.
  • Kaviungo ou KavungoKafungê ou Kafunjê, Cafunã, KingongoKafundeji: - Nkisi da varíola, das doenças de pele, da saúde e da morte.
  • Nsumbu, Sumbo - Senhor da terra, também chamado de Ntoto pelo povo de Congo e moçambique
  • Hongolo ou Angorô (masculino) ou Hangolo e Angoroméa (feminino): - Auxilia na comunicação entre os seres humanos e as divindades (representado por uma cobra).
  • Kindembu, Kintempu ou Nkisi Tempo: - Rei de Angola. Senhor do tempo e das estações. É representado, nas casas Angola e Congo, por um mastro com uma bandeira branca, chamada de Bandeira de Tempo. Qualidades Mavila,Tempo dia bangangaApokanOssinPolokunQuindimbandaAmuraxóMakura e Lembura.
  • Kaiango ou Kayango, Cayango: - Têm o domínio sobre o fogo. (fontes no artigo)
  • Matamba, Mina Nganje, BamborucendaNunvurucemavula: - Qualidades ou caminhos de Katambo. guerreira, comanda os mortos (Nvumbe).
  • Kisimbi, Kiximbi,Samba Nkisi, Mina lugando : - A grande mãe; Nkisi de lagos e rios.
  • KaitumbaMikaia, Caiala, Iara, Koketo, Cuiganga: - Nkisi do Oceano, do Mar (Kalunga Grande), muito cultuada em moxico em angola.
  • Wunji, Vunge, Nwunji: - O mais jovem do Nkisi, Senhora da justiça. Representa a felicidade de juventude e toma conta dos filhos recolhidos.
  • Tata Ricardo,aguardo a todos dia 14/04/2013

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

" Não confunda Candomblé de Caboclo, com Umbanda ou Umbandomblé"

O caboclo exerce um papel fundamental no relacionamento da comunidade afro brasileira, pois fala o idioma português, "mesmo com erros grotescos", papel que os Inkisie só fazem no idioma africano, chamado Bantu, assim conquistando a popularidade dos crentes, que não entendem ou falam a língua dos Inkisie. São encarregados de trazer mensagens dos seus ancestrais, principalmente de entes queridos desencarnados há pouco tempo, aconselham os desesperados, indicando sempre um novo caminho, indicam banhos de folha sagrada e pequenas oferendas para resoluções dos seus problemas.
Fora isso deixa de ser Candomblé de Caboclo,ou Angola,são coisas criadas aqui no brasil

domingo, 20 de janeiro de 2013

Não confunda EXU ORIXÁ com EXU CATIÇO


exu catiço ou Exu de Umbanda, como é chamado o Exu não Orixá, pombagiras e afins não pertencem ao Candomblé de casas tradicionais. O que existe são zeladores (Pai de Santos,Tatas,Babalorixás), que tiveram passagem pelo Candomblé de Caboclo ou pela Umbanda e depois se iniciaram no Candomblé e trouxeram consigo algumas entidades da Umbanda, mas o fato não as torna do Candomblé, pois essas entidades estão em casas de Candomblé de Caboclo, porém são Guias da Umbanda.
No Candomblé de Caboclo as entidades recebem nomes um pouco diferente da Umbanda. Além dos caboclos de pena, que usam penachos como os da Umbanda, há outras que normalmente usam um chapéu de couro.Eu por ex:cultuo Caboclo Folha Verde

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O CULTO DOS EGUNS NO CANDOMBLÉ


Os negros iorubanos originários da Nigéria trouxeram para o Brasil o culto dos seus ancestrais chamados Eguns ou Egunguns. Em Itaparica (BA), duas sociedades perpetuam essa tradição religiosa. (Revista Planeta n.º 162 – março 86)
Os cultos de origem africana chegaram ao Brasil juntamente com os escravos. Os iorubanos – um dos grupos étnicos da Nigéria, resultado de vários agrupamentos tribais, tais como Keto, Oyó, Itexá, Ifan e Ifé, de forte tradição, principalmente religiosa – nos enriqueceram com o culto de divindades denominadas genericamente de orixás.
(1 – Por motivos gráficos e para facilitar a leitura, os termos em língua yorubá foram aportuguesados. Ex.: orisá = orixá.)
Esses negros iorubanos não apenas adoram e cultuam suas divindades, mas também seus ancestrais, principalmente os masculinos. A morte não é o ponto final da vida para o iorubano, pois ele acredita na reencarnação (àtúnwa), ou seja, a pessoa renasce no mesmo seio familiar ao qual pertencia; ela revive em um dos seus descendentes. A reencarnação acontece para ambos os sexos; é o fato terrível e angustiante para eles não reencarnar.
Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Iami Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Iami Oxorongá, chamada também de Iá Nlá, a grande mãe.
Esta imensa massa energética que representa o poder de ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas “Sociedades Geledê”, compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder. O medo da ira de Iami nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino.
Além da Sociedade Geledê, existe também na Nigéria a Sociedade Oro. Este é o nome dado ao culto coletivo dos mortos masculinos quando não individualizados. Oro é uma divindade tal qual Iami Oxorongá, sendo considerado o representante geral dos antepassados masculinos e cultuado somente por homens. Tanto Iami quanto Oro são manifestações de culto aos mortos. São invisíveis e representam a coletividade, mas o poder de Iami é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro.
Outra forma, e mais importante de culto aos ancestrais masculinos é elaborada pelas “Sociedades Egungum”. Estas têm como finalidade celebrar ritos a homens que foram figuras destacadas em suas sociedades ou comunidades quando vivos, para que eles continuem presentes entre seus descendentes de forma privilegiada, mantendo na morte a sua individualidade. Esse mortos surgem de forma visível mas camuflada, a verdadeira resposta religiosa da vida pós-morte, denominada Egum ou Egungum. Somente os mortos do sexo masculino fazem aparições, pois só os homens possuem ou mantém a individualidade; às mulheres é negado este privilégio, assim como o de participar diretamente do culto.
Esses Eguns são cultuados de forma adequada e específica por sua sociedade, em locais e templos com sacerdotes diferentes dos dos orixás. Embora todos os sistemas de sociedade que conhecemos sejam diferentes, o conjunto forma uma só religião: a iorubana.
No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungum, cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura: Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia (veja quadro histórico).
O Egum é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos Ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixã, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungum ancestral individualizado está de novo “vivo”.
A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungum simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa.
Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente – característica de Egum, chamada de séègí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria (veja lendas de Oyá).
As tradições religiosas dizem que sob a roupa está somente a energia do ancestral; outras correntes já afirmam estar sob os panos algum mariwo (iniciado no culto de Egum) sob transe mediúnico. Mas, contradizendo a lei do culto, os mariwo não podem cair em transe, de qualquer tipo que seja. Pelo sim ou pelo não, Egum está entre os vivos, e não se pode negar sua presença, energética ou mediúnica, pois as roupas ali estão e isto é Egum.
A roupa do Egum – chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia -, ou o Egungum propriamente dito, é altamente sacra ou sacrossanta e, por dogma, nenhum humano pode tocá-la. Todos os mariwo usam o ixã para controlar a “morte”, ali representada pelos Eguns. Eles e a assistência não devem tocar-se, pois, como é dito nas falas populares dessas comunidades, a pessoa que for tocada por Egum se tornará um “assombrado”, e o perigo a rondará. Ela então deverá passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte.
Ora, o Egum é a materialização da morte sob as tiras de pano, e o contato, ainda que um simples esbarrão nessas tiras, é prejudicial. E mesmo os mais qualificados sacerdotes – como os ojé atokun, que invocamm, guiam e zelam por um ou mais Eguns – desempenham todas essas atribuições substituindo as mãos pelo ixã.
Os Egum-Agbá (ancião), também chamados de Babá-Egum (pai), são Eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. Os Apaaraká são Eguns mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses Eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são traquinos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.
O eku dos Babá são divididos em três partes:
• o abalá, que é uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de panos coloridas, formando uma espécie de franjas ao seu redor;
• o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos; e
• o banté, que é uma tira de pano especial presa no kafô e individualmente decorada e que identifica o Babá.
O banté, que foi previamente preparado e impregnado de axé (força, poder, energia transmissível e acumulável), é usado pelo Babá quando está falando e abençoando os fiéis. Ele sacode na direção da pessoa e esta faz gestos com as mãos que simulam o ato de pegar algo, no caso o axé, e incorporá-lo. Ao contrário do toque na roupa, este ato é altamente benéfico.
Na Nigéria, os Agbá-Egum portam o mesmo tipo de roupa, mas com alguns apetrechos adicionais: uns usam sobre o alabá mascaras esculpidas em madeira chamadas erê egungum; outros, entre os alabá e o kafô, usam peles de animais; alguns Babá carregam na mão o opá iku e, às vezes, o ixã. Nestes casos, a ira dos Babás é representada por esses instrumentos litúrgicos.
Existem várias qualificações de Egum, como Babá e Apaaraká, conforme sus ritos, e entre os Agbá, conforme suas roupas, paramentos e maneira de se comportarem. As classificações, em verdade, são extensas.
Nas festas de Egungum, em Itaparica, o salão público não tem janelas, e, logo após os fiéis entrarem, a porta principal é fechada e somente aberta no final da cerimônia, quando o dia já está clareando. Os Eguns entram no salão através de uma porta secundária e exclusiva, único local de união com o mundo externo.
Os ancestrais são invocados e eles rondam os espaços físicos do terreiro. Vários amuxã (iniciados que portam o ixã) funcionam como guardas espalhados pelo terreiro e nos seus limites, para evitar que alguns Babá ou os perigosos Apaaraká que escapem aos olhos atentos dos ojés saiam do espaço delimitado e invadam as redondezas não protegidas.
Os Eguns são invocados numa outra construção sacra, perto mas separada do grande salão, chamada de ilê awo (casa do segredo), na Bahia, e igbo igbalé (bosque da floresta), na Nigéria. O ilê awo é dividido em uma ante-sala, onde somente os ojé podem entrar, e o lèsànyin ou ojê agbá entram.
Balé é o local onde estão os idiegungum, os assentamentos – estes são elementos litúrgicos que, associados, individualizam e identificam o Egum ali cultuado -, e o ojubô-babá, que é um buraco feito diretamente na terra, rodeado por vários ixã, os quais, de pé, delimitam o local.
Nos ojubô são colocadas oferendas de alimentos e sacrifícios de animais para o Egum a ser cultuado ou invocado. No ilê awo também está o assentamento da divindade Oyá na qualidade de Igbalé, ou seja, Oyá Igbalé – a única divindade feminina venerada e cultuada, simultaneamente, pelos adeptos e pelos próprios Eguns (veja Mitos Oyá-Egum).
No balé os ojê atokun vão invocar o Egum escolhido diretamente no assentamento, e é neste local que o awo (segredo) – o poder e o axé de Egum – nasce através do conjunto ojê-ixã/idi-ojubô. A roupa é preenchida e Egum se torna visível aos olhos humanos.
Após saírem do ilê awo, os Eguns são conduzidos pelos amuxã até a porta secundária do salão, entrando no local onde os fiéis os esperam, causando espanto e admiração, pois eles ali chegaram levados pelas vozes dos ojê, pelo som dos amuxã, brandindo os ixã pelo chão e aos gritos de saudação e repiques dos tambores dos alabê (tocadores e cantadores de Egum). O clima é realmente perfeito.
O espaço físico do salão é dividido entre sacro e profano. O sacro é a parte onde estão os tambores e seus alabê e várias cadeiras especiais previamente preparadas e escolhidas, nas quais os Eguns, após dançarem e cantarem, descansam por alguns momentos na companhia dos outros, sentados ou andando, mas sempre unidos, o maior tempo possível, com sua comunidade. Este é o objetivo principal do culto: unir os vivos com os mortos.
Nesta parte sacra, mulheres não podem entrar nem tocar nas cadeiras, pois o culto é totalmente restrito aos homens. Mas existem raras e privilegiadas mulheres que são exceção, como se fosse a própria Oyá; elas são geralmente iniciadas no culto dos orixás e possuem simultaneamente oiê (posto e cargo hierárquico) no culto de Egum – estas posições de grande relevância causam inveja à comunidade feminina de fiéis.
São estas mulheres que zelam pelo culto, fora dos mistérios, confeccionando as roupas, mantendo a ordem no salão, respondendo a todos os cânticos ou puxando alguns especiais, que somente elas têm o direito de cantar para os Babá. Antes de iniciar os rituais para Egum, elas fazem uma roda para dançar e cantar em louvor aos orixás; após esta saudação elas permanecem sentadas junto com as outras mulheres. Elas funcionam como elo de ligação entre os atokun e os Eguns ao transmitir suas mensagens aos fiéis. Elas conhecem todos os Babá, seu jeito e suas manias, e sabem como agradá-los(ver quadro: oiê femininos).
Este espaço sagrado é o mundo do Egum nos momentos de encontro com seus descendentes. Assistência está separada deste mundo pelos ixã que os amuxã colocam estrategicamente no chão, fazendo assim uma divisão simbólica e ritual dos espaços, separando a “morte” da “vida”. É através do ixã que se evita o contato com o Egun: ele respeita totalmente o preceito, é o instrumento que o invoca e o controla. às vezes, os mariwo são obrigados a segurar o Egum com o ixã no seu peito, tal é a volúpia e a tendência natural de ele tentar ir ao encontro dos vivos, sendo preciso, vez ou outra, o próprio atokun ter de intervir rápida e rispidamente, pois é o ojê que por ele zela e o invoca, pelo qual ele tem grande respeito.
O espaço profano é dividido em dois lados: à esquerda ficam as mulheres e crianças e à direita, os homens. Após Babá entrar no salão, ele começa a cantar seus cânticos preferidos, porque cada Egum em vida pertencia a um determinado orixá. Como diz a religião, toda pessoa tem seu próprio orixá e esta característica é mantida pelo Egun.
Por exemplo: se alguém em vida pertencia a Xangô, quando morto e vindo com Egum, ele terá em suas vestes as características de Xangô, puxando pelas cores vermelha e branca. Portará um oxê (machado de lâmina dupla), que é sua insígnia; pedirá aos alabês que toquem o alujá, que também é o ritmo preferido de Xangô, e dançará ao som dos tambores e das palmas entusiastas e excitantemente marcadas pelo oiê femininos, que também responderão aos cânticos e exigirão a mesma animação das outras pessoas ali presentes.
Babá também dançará e cantará suas próprias músicas, após ter louvado a todos e ser bastante reverenciado. Ele conversará com os fiéis, falará em um possível iorubá arcaico e seu atokun funcionará como tradutor. Babá-Egum começará perguntando pelos seus fiéis mais freqüentes, principalmente pelos oiê femininos; depois, pelos outros e finalmente será apresentado às pessoas que ali chegaram pela primeira vez.
Babá estará orientando, abençoando e punindo, se necessário, fazendo o papél de um verdadeiro pai, presente entre seus descendentes para aconselhá-los e protegê-los, mantendo assim a moral disciplina comum às suas comunidades, funcionando como verdadeiro mediador dos costumes e das tradições religiosas e laicas.
Finalizando a conversa com os fiéis e já tendo visto seus filhos, Babá-Egum parte, a festa termina e a porta principal é aberta: o dia já amanheceu. Babá partiu, mas continuará protegendo e abençoando os que foram vê-lo.
Esta é uma breve descrição de Egungum, de uma festa e de sua sociedade, não detalhada, mas o suficiente para um primeiro e simples contato com este importante lado da religião. E também para se compreender a morte e a vida através das ancestralidades cultuadas nessas comunidades de Itaparica, como um reflexo da sobrevivência direta, cultural e religiosa dos iorubanos da Nigéria.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

MAKURIÁ NZAMBIRI KIA INKISIE (COMIDAS SAGRADAS DOS MINKISI)


As pessoas perguntam o porque das tradições religiosas Bantu e Nagô sendo diferentes, em relação aos seus povos, cultos, costumes, fundamentos, línguas, vestimentas, Divindades, etc..., porque as comidas e ofertas sagradas seriam iguais??
Digo que com certeza existem diferenças, mas de certa forma também semelhanças!!

As diferenças existem nos nomes dos pratos, nos nomes das comidas e iguarias e nas rezas (jingolosi/Asambe)..... pois são línguas e costumes diferentes, também é diferente o modo do preparo e os recipientes onde serão colocadas as comidas para a oferta (kibane).
Na cultura dos povos Bantu, diferentemente da cultura Nagô Yorubá não se usa louça, pois a mesma é de origem européia.
A tradição dos nativos Bantu antecede a descoberta da louça e as comidas sagradas (Makuriá Nzambiri), são servidas no barro, em cabaças, madeira ou até mesmo utilizando-se de folhas de mamona branca (baiki mundele) e banana (dihonjo), pois nossos Minkisi são os próprios elementos da natureza, a própria energia que emana da mãe natureza (Mam'etu Utukilo), dispensando assim o uso de quaisquer utensílios que não sejam de origem natural.

Nas questões das semelhanças, além do fato das misturas que existem em muitas casas de Angola com os cultos Nagô Yorubá/Ketu, fazendo assim um cardápio erroneamente único, existem as semelhanças na própria África, que falarei a seguir.

As semelhanças já existiam em África, no plantio de seus alimentos e também nos costumes alimentares, que são bem semelhantes em todo continente africano, talvez assim tenha surgido essa igualdade nas ofertas das comidas aos Deuses e Divindades, pois a mesma mandioca e os mesmos grãos que eram plantados em Benin (hoje Nigéria), também eram plantados em Luanda e Mbanza, os dendezeiros eram abundantes em todo continente e o mel adoçava toda África.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

No Candomblé existe o axé, energia pura, elemento central para soluções, espirituais ou materiais.


Penso cada vez mais que quando executamos um procedimento ritualístico, que através dos elementos portadores de axé, geram uma energia, e o corpo humano, através de um processo interno, faz ou deixa de fazer, a produção de elementos/produtos necessários a auto-cura ou mesmo manutenção de estabilidade, exemplos: cerotonina, adrenalina e outros tantos que desconheço por não ser minha área, e estes elementos produzidos a mais ou deixados de produzir, que levarão o indivíduo ao malefício ou benefício físico que proporciona a doença ou a cura, a medicina inteligentemente chama de doenças com origem psico-somáticas, não deixa de ser por ter origem em nosso cérebro (em seu todo, glândulas, etc.) grande emissor deste elementos que equilibram ou desequilibram nossa saúde física e mental.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Obí e Orobô.


Obí.
A palavra Obí, se refere à Obí Abata. Varia de branco, a vermelho em cor, é um alimento básico, e toda vez que é oferecido seu consumo é sempre precedido por preces, Obí é um fruto sagrado e insubstituível nos Rituais do Candomblé
Ele tem diversas utilidades, como por exemplo confirmar uma obrigação e utilizado nos ritos de Bori. Obí funciona como uma ligação entre as consequências dos homens com Nzambi. Obí também conhecido como nóz-de-cola, é usado nas obrigações dos Nkisis, muitas das vezes comemos um pedaço dele (Gosto bem amargo), pois ele representa a vida
É entre em meio de oração, em rituais de revitalização e alegria. Na África come-se esse Obí a cada celebração importante. 
Obí que é usado em adivinhação é formado por diversos gomos (Geralmente 4), que serve para confirmar obrigações. Esses gomos são divididos em Machos e Fêmeas. 
De forma alguma não é permitido passar a faca no Obí, pois os Nkisis podem se revoltar. Cada fruto é composto de dois casais, separam-se os gomos excedentes e dividem-se em comunhão com todos presentes, para confirmar se foi aceito ou não pelo Nkisi.
Os gomos são delineados pela Natureza, portanto não pode haver nenhum tipo de intervenção, sobretudo de faca, para dividir o Obí. Apenas nos rituais de Nzazi o Obí dever ser substituído pelo Orobô. O Obí deve ser jogado sobre a água, em pratos brancos ou diretamente no chão. Seus gomos devem ser jogados de uma só vez, ou seja, simultaneamente. 
Não se pode manipular os gomos, nem jogar os que caíram fechados sozinhos. 
Se a caída não for favorável, deve lançar todos os gomos novamente. Só uma caída autoriza de imediato ha continuidade dos ritos ou confirma a aceitação. 
Quando todos os gomos do Obí caem abertos, isto é, com sua parte interna para cima, é o sinal de que os Nkisis abençoaram e aceitaram o rito.


Orobô.
Orobô um fruto muito utilizado no Candomblé assim como o Obí. importantíssima e imprescindível em Assentamentos, Boris, Feituras e demais atos do Asé. Assim como o Obí, os fundamentos dos Nkisis estão incompletos sem ele, aliás, não fazemos um Mona Nkisi sem esse fruto.
Originário da África, também é encontrado na Polinésia, Ásia e Austrália. Ao mastigarmos, seu gosto desagrada ao paladar, pois incomoda um pouco, porém, é de imensa utilidade nos preceitos religiosos.
Ao efetuarmos Rituais aos Nkisis, depois que rezamos e jogamos o Orobô podendo então, sabermos se o Nkisi aceitou ou não a obrigação que está sendo realizada.
Ele pode ser utilizado para qualquer Nkisi, fruto sagrado dos Nkisi a exemplo do Obí, não pode de forma alguma ser aberto e jogado por quem não seja feito no Santo ou mesmo que não tenha suas obrigações em dia. Seu uso é estritamente Utilizado Dentro do Candomblé.
Em seus rituais é bom que seja sempre usado para aláfia juntamente com Obí e mesmo na falta desse o Orobô pode ser utilizado sozinho.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Filho de santo jamais pode comer o que o santo dele come? Ou pode? em que circunstâncias?



Entre muitas, as respostas de S.M.E. são bastante esclarecedoras: “Tudo o que o INKSIE come faz bem ao filho, tanto que quando ele oferece a comida tem que comer junto, para que ele não se ofenda. Mas às vezes, fora do ABASSÁ INKSIE, é tabu“. Ou seja, o filho deve e não deve comer. Nessa informação, fica claro que a interdição está ligada à situação, ou melhor dizendo, parece que o próprio da proibição é delimitar dois espaços, rigorosamente separados, que o momento do ritual permite juntar, e até mesmo, tornar permeáveis. É pela mediação do ritual, repetido inúmeras vezes no decorrer do tempo, que se abre o espaço sagrado. Na vida cotidiana do filho de santo, é proibido desfrutar as mesmas comidas que alimentam o INKSIE. Se desobedecer, “faz mal”.
Na casa do INKISIE, a ingestão de comidas votivas é não apenas permitida, mas sim obrigatória. É imprescindível participar do banquete sagrado. Se, naquele momento, o filho não comer do mesmo material de que sua cabeça é feita, o INKSIE oferecer-se-á. Ou, como já ouvi dizer, na hora da oferenda, “a gente precisa comer, que é para ele ver que não tem veneno”. esse comentário aparentemente jocoso é bastante elucidativo. Não é somente o ABASSÁ INKISIE, espaço sagrado e portanto preservado, que garante a não nocividade da comida de santo para o iniciado, é também o adepto que, por sua vez, se torna fiador, junto ao INKSIE, da excelência da comida que lhe é oferecida.
Comer alimentos sagrados como bem sabiam os sacerdotes hebreus, é assegurar a sacralização do próprio corpo. No ABASSÁ INKSIE, o iniciado participa do banquete dos deuses, nutre-se do mesmo material de que é feita a sua cabeça, reforça a sua identidade como parente de determinada divindade. Fora do espaço sagrado, é-lhe proibido ingerir essas mesmas substâncias.
Mas o seu corpo também é um espaço, que pelo cumprimento dos preceitos é constantemente mantido em condições de se tornar receptáculo da divindade. Por isso tem de abster-se de ingerir comidas rejeitadas pelo seu INKISSE, e até mesmo aproximar-se delas. Quebrar quizila, nessa perspectiva, é praticamente uma autodestruição. Faz mal. A pessoa adoece. Mas, ao mesmo tempo, pode-se aplicar à construção do corpo a mesma visão dialéctica que se foi afirmado com tanta nitidez em relação à construção do mundo. Aqui também a transgressão destrói e reforça limites, de modo realmente tangível, porque passam pelo corpo, e simbólico também, pois redundam na afirmação de identidade mítica.

                 TATA ONIJOTOLA

Filho de santo jamais pode comer o que o santo dele come? Ou pode? em que circunstâncias?
Entre muitas, as respostas de S.M.E. são bastante esclarecedoras: “Tudo o que o INKSIE come faz bem ao filho, tanto que quando ele oferece a comida tem que comer junto, para que ele não se ofenda. Mas às vezes, fora do ABASSÁ INKSIE, é tabu“. Ou seja, o filho deve e não deve comer. Nessa informação, fica claro que a interdição está ligada à situação, ou melhor dizendo, parece que o próprio da proibição é delimitar dois espaços, rigorosamente separados, que o momento do ritual permite juntar, e até mesmo, tornar permeáveis. É pela mediação do ritual, repetido inúmeras vezes no decorrer do tempo, que se abre o espaço sagrado. Na vida cotidiana do filho de santo, é proibido desfrutar as mesmas comidas que alimentam o INKSIE. Se desobedecer, “faz mal”.
Na casa do INKISIE, a ingestão de comidas votivas é não apenas permitida, mas sim obrigatória. É imprescindível participar do banquete sagrado. Se, naquele momento, o filho não comer do mesmo material de que sua cabeça é feita, o INKSIE oferecer-se-á. Ou, como já ouvi dizer, na hora da oferenda, “a gente precisa comer, que é para ele ver que não tem veneno”. esse comentário aparentemente jocoso é bastante elucidativo. Não é somente o ABASSÁ INKISIE, espaço sagrado e portanto preservado, que garante a não nocividade da comida de santo para o iniciado, é também o adepto que, por sua vez, se torna fiador, junto ao INKSIE, da excelência da comida que lhe é oferecida.
Comer alimentos sagrados como bem sabiam os sacerdotes hebreus, é assegurar a sacralização do próprio corpo. No ABASSÁ INKSIE, o iniciado participa do banquete dos deuses, nutre-se do mesmo material de que é feita a sua cabeça, reforça a sua identidade como parente de determinada divindade. Fora do espaço sagrado, é-lhe proibido ingerir essas mesmas substâncias.
Mas o seu corpo também é um espaço, que pelo cumprimento dos preceitos é constantemente mantido em condições de se tornar receptáculo da divindade. Por isso tem de abster-se de ingerir comidas rejeitadas pelo seu INKISSE, e até mesmo aproximar-se delas. Quebrar quizila, nessa perspectiva, é praticamente uma autodestruição. Faz mal. A pessoa adoece. Mas, ao mesmo tempo, pode-se aplicar à construção do corpo a mesma visão dialéctica que se foi afirmado com tanta nitidez em relação à construção do mundo. Aqui também a transgressão destrói e reforça limites, de modo realmente tangível, porque passam pelo corpo, e simbólico também, pois redundam na afirmação de identidade mítica.

                 TATA ONIJOTOLA

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Amarração é enganação

Porque amarração não funciona!
Quando nascemos já nascemos com um destino a cumprir, este destino não se muda, algumas coisas podem ser resolvidas por trabalhos espirituais, A morte é uma, Doenças é outras, Futuros duvidosos podem ser resolvidos atravez da espiritualidade, ou seja ebós, oferendas e feituras de santo podem resolver muitas coisas, mas não é tudo.
Se a pessoa vai morrer uma raspagem de santo pode salvar, se a pessoa tem uma vida desgraçada, um ebó pode resolver, se existem brigas entre um CASAL um sacodimento ou mesmo um banho pode resolver, mas não é tudo.
Feitiços amarrações demandas ebos podem resolver um namoro ou mesmo pode ajudar a você arrumar uma mulher, pode fazer você ama-la e ser amado por ela, mas não resolve.
Existem coisas em um destino que nada muda, por exemplo: Em cara lindo, gatão, forte e que qualquer mulher babaria no pé dele, este cara namora um monte de mulheres e traça todas, mas derrepente ele conhece um tribufu e casa com ela, nunca mãos ele olha para outra mulher e acha a dele a mais linda e gostosa deste planeta
Você vai chama-lo de louco, de debiomental e na verdade nada vai mudar isso.
Existem homens que ficam casados anos com uma mulher, esta mulher faz de tudo para este cara sofrer, ele nunca se separa e vive sofrendo, muitos chamam ele de trouxa e bobo.
Gostou?
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O que desejo dizer que muitas coisas podem ser mudadas, mas existe uma que não, que é a mulher que você tem por destino em sua vida, esta mulher vai existir em sua vida porque no sei destino você passará certas coisas com ele, isso não se muda com nada.
Quando nascemos, recebemos um destino e neste destino muitas pessoas vão entrar e muitas jamais sairão de sua vida, mulher passará muitas e só uma vai ficar que será a que vai te dar filhos ou a felicidade que tanto deseja, é o homem que não entende isso, então sai correndo atraz do que não existe, se entra muita gente e ao mesmo tempo sai, pode ser que esta pessoa que você está desejando e lutando não seja realmente a mulher da sua vida, é porisso que amarração não existe ou funciona, porque a pessoa que vai ficar já está programada no seu destino e nada muda isso, porisso que falo que muita gente entra e muita gente sai da sua vida, pocessão não é amor e porisso que não funciona, se a mulher estive-se no seu destino ela jamais sairia por nada.
Esta mulher que você tem por destino nada coloca ou tura ela deste curso, nem o cara mais lindo ou a amarração maus poderosa, porque ela será a mulher que dará filhos tais para você ter uma vida tal, você pode açlterar quase tudo mas isso é impossível.
Eu carrego um Odú que me diz terá uma mulher tal que fará tal coisas a você e dará tais filhos para que você passe por tais situações, é a tal coisa do cara lindo que casa com um canhão, casou porque este canhão estava no destino dele e nem a gata que ele pegou mudou este curso, você acha que um trabalhinho muda isso?, é porisso que chamo de mentoroso o cara que falar que faz e tomem cuidado para não acreditar em Papai Noel, porque ele também não existem Ok
Gostou?
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Tem Mais!
A mulher é a unica coisa que ninguem mexe, porque ela está no seu destino, e tem uma presença forte porque é ela que trará os filhos para que voce tenha a vida que está no seu destino.
Muitas entram e muitas sai, o que adianta gastar dinheiro, ser enganada ou mesmo roubada se ninguem tem o poder de mudar isso, qualquer mudança voce estará mexendo na Caixa de Pandora de uma vida, isso é humanamente impossivel.
Causaria um efeito domino no destino desta pessoa.


                       TATA RICARDO do axé YBÁOROAMIM 

             A diferença esta entre nós mesmo ou no ORIXA eo INKSIE ?

As pessoas perguntam, porque das tradições religiosas Bantu e Nagô são diferentes, em relação aos seus povos, cultos, costumes, fundamentos, línguas, vestimentas, Divindades, etc.... Porque as comidas e oferendas sagradas seriam iguais?
Existem diferenças, mas de certa forma também semelhanças. As diferenças existem, nomes de cada prato, nomes das comidas e iguarias e nas rezas, são línguas e costumes diferentes.
Na cultura do povo Bantu, e da cultura Nagô Yorubá se usa louça, pois a mesma é de origem européia.
A tradição dos nativos Bantu antecede a descoberta da louça e as comidas sagradas, são servidas em peças de barro, pratos, alguidar, gamela de madeira ou até mesmo utilizando-se de folhas, pois nossos Nkisis e Orixás são os próprios elementos da natureza, a própria energia que emana da mãe natureza, dispensando assim o uso de quaisquer utensílios que não sejam de origem natural.
Nas questões das semelhanças, além do fato das misturas que existem em muitas casas de Angola com o culto Nagô Yorubá Ketu, fazendo assim um cardápio erroneamente único, existem as semelhanças na própria África.
As semelhanças já existiam na África, no plantio de seus alimentos e também nos costumes alimentares, que são bem semelhantes em todo continente africano, talvez assim tenha surgido essa igualdade nas oferendas das comidas aos Deuses e Divindades, pois a mesma mandioca e os mesmos grãos que eram plantados em Benin (hoje Nigéria), também eram plantados em Luanda e Mbanza, os dendezeiros eram abundantes em todo continente e o mel adoçava toda África. Cada Nação tem seus costumes, apenas diferenciamos as nossas línguas, rezas, tradição, cultura, fundamentos, cores e ensinamentos. Mas não podemos esquecer que temos Deuses e Divindades semelhantes. Mas ainda sim o processamento de qualquer comparação entre as nações Angola e Ketu é no mínimo temeroso. Não há dúvidas sobre a diferença entre nações, ambas tem suas crenças e seus ritmos.
Vejamos alguns pontos que são substanciais e ao mesmo tempo incomuns entre ambas:
É tradição dos povos Ketu tocar os atabaques usando varetas, denominadas akidavi ou lakdavi. Na Nação Angola não se chama de atabaques mais sim de Ngomas, é praticado com as próprias mãos. Na Nação Ketu é comum desenvolver o Xirê dos Orixás, Na Nação Angola o toque executado é o Jamberessu – ritual especifico de invocação dos Nkisis.
Portanto, mesmo diante de visível e discutível tendência á unificação desses cultos no Brasil, quanto mais se estuda e busca o resgate das verdadeiras raízes, chega-se á conclusão de que todos guardam fundamentos, tradições, sabedoria, próprios dos seus povos e que certamente muito se perdeu ou foi mantido em segredo absoluto ao longo do tempo.
Veremos a seguir alguns nomes de Divindades cultuados na Nação Angola Bantu e Nação Nagô Yorubá Ketu.
Nação Ketu: Nação Angola:
  1. Exu Pambu Njila
  2. Ogum Nkosi
  3. Oxóssí Mutakalambô
  4. Xangô Nzazi
  5. Omolu Kaviungo
  6. Yansã Matamba
  7. Ossain Katendê
  8. Iroko Kidembo
  9. Oxum Dandalunda
  10. Oxumarê Hongolo
  11. Nanã Nzumbarandá
  12. Yemanja Mikaia
  13. Oxalá Lemba Dilê
  14. Erê Wunji

    TATA RICARDO do Axé      YBÁOROAMIM

domingo, 6 de janeiro de 2013

  Saiba mais sobre Origem do Candomblé de Angla
O Candomblé é uma religião africana trazida pelos escravos negros para o Brasil, no final do século XVI (aproximadamente de 1700 à 1850), quando chegaram os primeiros navios negreiros, e aqui foi cultuada com total diferença de seu habitat natural, há onde ocorriam manifestações que eram específicas de cada região, que resultavam até em diferenças de culto, onde os mesmos Mikisi (Orixás) possuíam nomes absolutamente diferentes que variavam de região para região. E desenvolveu-se aqui de maneira própria.
Pesquisadores afirmam ter havido na África mais de 600 deuses, chegando aqui aproximadamente 50, e embora não seja de concordância de muitos, 16 são os mais conhecidos.
Essa discordância se dá devido a não existência de registros oficiais, porque dentro desta cultura tradicionalista sempre foi, e é até hoje, passado oralmente de geração pra geração, preservando os segredos do culto especialmente para os seus Sacerdotes e Sacerdotizas.
Não sendo encontrado obra sobre os mitos Nigerianos, Angolanos, entre outros Africanos, os estudiosos Europeus e Americanos, escreveram tudo que pesquisaram junto aos Sacerdotes, de acordo com aquilo que eles foram lhes revelando, dentre várias viagens feitas por estes pesquisadores, entre Nigéria, Angola e Brasil, mais especificamente Salvador/Bahia, onde muitos descendentes negros africanos permaneceram fiéis as crenças de seus antepassados, comemorando durante as maravilhosas cerimonias os seus sagrados rituais.
                      TATA RICARDO

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013





Vamor falar do fundamento BORI

BORI

Da fusão da palavra Bó, que em Ioruba significa oferenda, com Ori, que quer dizer cabeça, surge o termo Bori, que literalmente traduzido significa “ Oferenda à Cabeça”. 

Do ponto de vista da interpretação do ritual, pode-se afirmar que o Bori é uma iniciação à religião, na realidade, a grande iniciação, sem a qual nenhum noviço pode passar pelos rituais de raspagem, ou seja, pela iniciação ao sacerdócio. Sendo assim, quem deu Bori é (Iésè órìsà). 

Cada pessoa, antes de nascer escolhe o seu Ori, o seu princípio individual, a sua cabeça. Ele revela que cada ser humano é único, tendo escolhido as suas próprias potencialidades. Odú é o caminho pelo qual se chega à plena realização de Orí, portanto não se pode cobiçar as conquistas dos outros. Cada um, como ensina Orunmilá – Ifá, deve ser grande no seu próprio caminho, pois, embora se escolha o Orí antes de nascer na Terra, os caminhos vão sendo traçados ao longo da vida. 

Exú, por exemplo, mostra-nos a encruzilhada, ou seja, revela que temos vários caminhos a escolher. Ponderar e escolher a trajectória mais adequada é a tarefa que cabe a cada Orí, por isso, o equilíbrio e a clareza são fundamentais na hora da decisão e é por intermédio do Bori que tudo é adquirido. 

Os mais antigos souberam que Ajalá é o Orixá funfun responsável pela criação de Orí. Desta forma, ensinaram-nos que Oxalá deve ser sempre invocado na cerimónia de Bori. Iemanjá é a mãe da individualidade, e por essa razão está directamente relacionada com Orí, sendo imprescindível a sua participação no ritual. 

A própria cabeça é a síntese dos caminhos entrecruzados. A individualidade e a iniciação (que são únicas e acabam, muitas vezes, configurando-se como sinónimos) começam no Orí, que ao mesmo tempo aponta para as quatro direcções. 

OJUORI – A TESTA 

ICOCO ORI – A NUCA 

OPA OTUM – O LADO DIREITO 

OPA OSSI – O LADO ESQUERDO 

Desta mesma forma, a Terra também é dividida em quatro pontos: norte, sul, este e oeste; o centro é a referencia, logo, todas as pessoas se devem colocar como o centro do mundo, tendo à sua volta os quatro pontos cardeais: os caminhos a escolher e a seguir. A cabeça é uma síntese do mundo, com todas as possibilidades e contradições. 

Em África, Orí é considerado um Deus, aliás, o primeiro que deve ser cultuado, mas é também, juntamente com o sopro da vida (emi) e o organismo (ese), um conceito fundamental para compreender os rituais relacionados com a vida, como o Axexê (asesé). Nota-se a importância destes elementos, sobretudo o Orí, pelos Orikis com que são invocados. 

O Bori prepara a cabeça para que o Orixá se possa manifestar plenamente. 

Entre as oferendas que são feitas ao Orí algumas merecem menção especial. É o caso da galinha de Angola, chamada Etun ou Konkém no Candomblé; ela é o maior símbolo de individualização e representa a própria iniciação. A Etun é adoxu (adosú), ou seja, é feita nos mistérios do Orixá. Ela já nasce com Exú, por isso se relaciona com o começo e com o fim, com a vida e a morte, por isso está no Bori e no Axexê. 

O peixe representa as potencialidades, pois a imensidão do oceano é a sua casa e a liberdade o seu próprio caminho. 

As comidas brancas, principalmente os grãos, evocam fertilidade e fartura. Flores, que aguardam a germinação, e frutas, os produtos da flor germinada, simbolizam a fartura e a riqueza. 

O pombo branco é o maior símbolo do poder criador, portanto não pode faltar. A noz cola, isto é, o obi é sempre o primeiro alimento oferecido a Ori; é a boa semente que se planta e se espera que dê bons frutos. 

Todos os elementos que constituem a oferenda à cabeça exprimem desejos comuns a todas as pessoas: paz, tranquilidade, saúde, prosperidade, riqueza, boa sorte, amor, longevidade, mas cabe ao Orí de cada um eleger as prioridades e, uma vez cultuado como deve ser, proporciona-as aos seus filhos. 

Nunca se esqueça: Orixá começa com Orí.

Só citei orixa,porque fica mais facil para interpretar,mais minha religiãoé de INKSIE.
Mais fica a dica,procure alguem copetente,para realizar isso,pois sua vida,estará
na mão dessa pessoa.


              TATA RICARDO

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

       VOLTANDO AO MEU BLOG TATA ÒNIJÓTOLÁ

            Vamos saber um pouco sobre ebó



Os Ebós são oferendas feitas para Orixás, Odús e outras divindades para diversas finalidades, sejam elas feitas para apaziguar algum problema, sejam feitas em forma de agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objectivo ou simplesmente como forma de agradar às divindades que se cultuam. O princípio do Candomblé baseia-se no Ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo o seu equilíbrio vital.  no entanto, sempre que possível, é preferível recorrer a alguém que tenha fundamento no Candomblé para os realizar de forma correcta.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

OSSAIN

Ossain era o nome de um escravo que foi vendido a Orunmila. Um dia ele foi à floresta a lá conheceu Aroni, que sabia tudo sobre as plantas. Aroni, o gnomo de uma perna só, ficou amigo de Ossain e ensinou-lhe todo o segredo das ervas. Um dia, Orunmilá, desejoso de fazer uma grande plantação, ordenou a Ossain que roçasse o mato de suas terras. Diante de uma planta que curava dores, Ossain exclamava: "Esta não pode ser cortada, é as erva as dores". Diante de uma planta que curava hemorragias, dizia: "Esta estanca o sangue, não deve ser cortada". Em frente de uma planta que curava a febre, dizia: "Esta também não, porque refresca o corpo". E assim por diante.

Orunmilá, que era um babalawo muito procurado por doentes, interessou-se então pelo poder curativo das plantas e ordenou que Ossain ficasse junto dele nos momentos de consulta, que o ajudasse a curar os enfermos com o uso das ervas miraculosas. E assim Ossain ajudava Orunmilá a receitar a acabou sendo conhecido como o grande médico que é.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Alguns banhos para ajudar no seu dia a dia

Banho Para Chamar Dinheiro

Adicione uma xícara (chá) de canela a quatro xícaras (chá) de salsa. Revolva tudo muito bem e divida a mistura em cinco partes iguais. Após seu banho diário, preencha meia banheira com água morna e junte uma das cinco porções da mistura e banhe-se durante seis a oito minutos. Enquanto estiver na banheira, cuide para que seu corpo fique completamente submerso por alguns segundos. Ao final, dirija uma prece ao seu anjo protetor. Repita o ritual a cada um dos quatro dias subseqüentes.
Postado por Tata RICARDO
PARA CONQUISTAR AMOR

Pegue flores de laranjeira, levante, alfazema, palma-de-santa-rita e flores brancas (de preferência mariquinhas). Lave-as e coloque dentro de uma panela com 3 litros de água. Ferva, deixe esfriar e coe. Pingue 7 gotas de seu perfume preferido na mistura e despeje do pescoço para baixo, lavando-se no chuveiro em seguida. Faça esse banho antes de sair de casa, rezando um Pai-Nosso e uma Ave-Maria para que encontre a pessoa amada e ela se sinta atraída por você.
Postado por Tata RICARDO
BANHO DE ATRAÇÃO

Ferver em 1 litro de água:
7 pétalas de rosa vermelha (símbolo da paixão)
7 gotas de óleo essencial de sândalo (afrodisíaco)
7 cravos da Índia (afrodisíaco)
7 pitadas de coentro (afrodisíaco)
Coar e jogar do pescoço para baixo após o banho
Postado por Tata RICARDO
Para atrair o Amor

2 litros de leite
4 colheres de mel
1 maçã vermelha ralada
2 pauzinhos de canela

Ferva o leite e acrescente os demais ingredientes. Deixe esfriar. Coe e use após o banho higiênico, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.
Postado por Tata RICARDO
BANHO PARA QUEM TERMINOU UM RELACIONAMENTO

Esse banho é indicado para as pessoas que terminaram recentemente um relacionamento amoroso, pois muitas vezes no astral continua o vinculo com essa pessoa, e isso pode atrapalhar outros envolvimentos.

6 nozes inteiras
Coloque-as para cozinhar em 2 litros de água durante 3 horas, acrescentando sempre um pouco mais de água. Ao final do tempo de cozimento, retire a panela do fogo e deixe amornar. Coe e leve ao seu banheiro, onde primeiro tomará seu banho normalmente. Depois despeje vagarosamente a água de nozes sobre seu corpo. Deixe-se secar naturalmente sem o auxilio de toalha.
(faça essa banho numa lua minguante, durante 3 dias seguidos. Divida a água de nozes para 3 banhos seguidos). Boa sorte a todos...
Postado por Tata RICARDO
Banho para atrair um AMOR

1 flor de girassol
7 cravos-da-índia
1 pouco de erva-doce
1 colher se açúcar mascavo
1 noz moscada ralada
1 pouco de pó de sândalo


Fazer antes de sair para encontrar um amor , coloque tudo numa panela com água. Deixe ferver por 30 minutos. Misture num balde com água fria. Tome seu banho, da cabeça aos pés. Leve as sobras para uma praça que tenha um jardim florido e que seja bem movimentada. Deixe tudo no jardim e regue com um pouco de azeite de oliva, ou dende pedindo pra que a noite(dia) seja carregada de paqueras e sexo ou seja lah o que você espera....
Postado por Tata RICARDO
Banho Contra Inveja

1 litro de água
3 folhas de comigo ninguém pode
grama
1 dente de alho
1 pedra de cânfora


1. Ferva 1 litro de água. Desligue o fogo.
2. Coloque 3 folhas de comigo ninguém pode.
3. Com a mão direita pegue um punhado de grama e coloque no preparo.
4. Coloque 1 dente de alho e 1 pedra de cânfora.
5. Deixe tudo no recipiente até amornar, mexa com uma colher de pau.
6. Quando estiver morno coe tudo.
7. Deixe as folhas em um jardim.
8. Depois do banho de chuveiro jogue o preparo do pescoço para baixo.



Faça na primeira segunda-feira do mês.
Tome mais dois banhos. Um na quarta-feira e outro na sexta-feira seguinte.
Postado por Tata RICARDO